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Exaustão do minério – Ronaldo Magalhães anuncia grupo de trabalho que discutirá alternativas econômicas para Itabira - 17/07/2018 às 23:07:43

A Vale não sairá de Itabira. Esta foi a afirmação do prefeito Ronaldo Magalhães, do vereador Neidson Dias Freitas, presidente do legislativo municipal e de Rodrigo Chaves, o gerente de Operações Ferrosos Sudeste da Vale, participantes da coletiva de imprensa desta manhã de terça-feira (17), no gabinete do prefeito, sobre o relatório anual Form20 (F20) – registrado em abril deste ano na Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos – referente a produção da mineradora até 31 de dezembro de 2017.

Para o prefeito, no entanto, é uma “conversa complexa” que exigirá a união de todos os representantes da economia itabirana. “Estamos iniciando uma conversa muito importante, e temos um papel fundamental nas questões sociais e econômicas da nossa cidade. Então, neste primeiro momento, junto com a Câmara Municipal e a Vale, vamos montar um grupo de discussão e começar a estruturar projetos e alternativas”, revelou Ronaldo Magalhães que informou ainda, sobre a composição do grupo. “A vale vai indicar pessoas e também vamos abrir esse leque, porque entendemos que instituições organizadas como Acita (Associação Comercial, Industrial de Serviços e Agropecuária de Itabira), CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas), Interassociação (de Bairros) e outras entidades também precisam participar dessa discussão”. Depois que a mineradora nomear os seus representantes, bem como a Prefeitura e a Câmara dos Vereadores, Ronaldo Magalhães disse acreditar que os trabalhos comecem já no próximo mês.

Nós não vamos sair de Itabira”, reafirmou o gerente Rodrigo Chaves. De acordo com ele, nos próximos anos a Vale dará continuidade aos investimentos que fez no município. “Temos três usinas aqui com a tecnologia mais avançada de tratamento de minério de ferro do mundo. Isso traz uma competitividade muito grande para Itabira e a certeza da continuidade na mineração”, declarou. Mesmo com a reserva do minério itabirano exaurindo em uma década, o gerente garantiu que o quadrilátero ferrífero deverá ser processado nas usinas da cidade. “Vamos continuar investindo em tecnologia e quem sabe, aumentando a reserva, mas é importante olhar como um todo, não importa se Itabira terá 15, 20 ou 50 anos de mineração, o importante é que precisamos pensar no futuro da cidade. Quando a Prefeitura institui esse grupo, pensando na sustentabilidade de Itabira, é importante que façamos isso o mais rápido possível”, avaliou Rodrigo Chaves.

Economia, emprego e renda

Questionado sobre a sustentabilidade econômica apenas com o tratamento do minério extraído de outras cidades, como Conceição do Mato Dentro por exemplo, Rodrigo Chaves concordou que haverá impacto na arrecadação municipal, puxado principalmente pela iminente queda na Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (Cfem). Entretanto, ele citou a alteração na Lei Federal nº 13.540/2017, que determina parte da Cfem para os municípios que têm alguma estrutura de mineração. Além disso, segundo o gerente, as oscilações no preço do minério e no volume extraído também promovem impacto na arrecadação. “Então, é difícil quantificar o futuro porque a legislação pode mudar e a forma de cobrança também. Mas, se ficarmos só no hoje, sim, teremos um impacto na Cfem. Isso é fato e sabemos que vai haver em toda a atividade mineral quando a reserva esgotar”.

Também foi lembrada durante a coletiva, a “lenda” do minério mais azul, que segundo Rodrigo Chaves, está localizado sob grande parte habitada de Itabira. “Estamos em cima do minério rico, claro que não toda a cidade. Mas, a Vale não tem uma licença social para fazer essa exploração. O impacto seria muito grande e não nos permite avançar com essa discussão. Vamos nos ater a esses dez anos de reserva, aquilo que está licenciado hoje”, definiu o gerente.

Com o fim da exploração mineral e com a utilização da estrutura para tratar a extração de outras cidades, Rodrigo Chaves avalia novas possibilidades de gerar empregos e serviços. “Permanecemos em grande porte aqui. Quando eu penso em trazer minério de fora, eu agrego outras atividades dentro da atual. Por exemplo, uma descarga de correia, descarga de trem etc. Não temos esse projeto bem definido, então, não posso mensurar isso”.

Para iniciar as discussões sobre a diversidade econômica, Ronaldo Magalhães aposta na Universidade Federal de Itajubá (Unifei), no parque científico tecnológico “que poderá trazer empresas e investimentos para Itabira, além de vários projetos que serão fundamentados e trabalhados nesse sentido”, concluiu o prefeito.

Form20

Segundo o relatório, Itabira dispõe de três unidades de processamento – Conceição e Cauê – ampliadas e adequadas para processar o itabirito duro. Em 2017, a mineradora produziu 37,8 milhões de toneladas (Mt), que representaram 10,3% da produção nacional da empresa de 366,5 Mt no mesmo período.

No ano passado, o complexo itabirano dispunha de reservas provadas de 738,6 Mt e de 181,6 Mt de recursos prováveis, totalizando 1.010,3 Mt. Além de estar acabando, o minério da cidade está mais pobre 45,5% em ferro. É o segundo teor mais baixo de todos os minérios explorados pela Vale, conforme informações do relatório.


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