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CULINÁRIA
Pastel repaginado: queridinho em BH terá recheio com quiabo, angu e até sorvete - 28/07/2018 às 22:41:43

Delícia tradicional entre os paulistas, servida aos montes nas feiras livres da maior cidade do país, o pastel é majestade também entre os mineiros. Figurinha fácil no Centro de Belo Horizonte, onde é possível apreciar a massa recheada frita na hora com caldo de cana ou cafezinho, tem ganhado variações pra lá de inusitadas, incluindo ingredientes da culinária mineira.

Carne moída com queijo do Serro, couve e jiló, frango com quiabo e angu e carne de sol com pequi são só algumas das criações que, em breve, passarão a ser servidas na Pastelândia, na avenida Afonso Pena com rua da Bahia, no Centro. 

Inspiradas nas iguarias preparadas nos fogões à lenha, as receitas – baião mineiro, frango com quiabo e pequi Canastra, como foram batizadas – integram a lista de novas especialidades da casa, nove no total. 

test drive das receitas vem sendo feito aos poucos, diz o sócio-proprietário da lanchonete, Weder Vilela, que contou com sugestões dos clientes para elaborar as misturas. Mas a prova de fogo mesmo só acontece no próximo sábado, quando a pastelaria irá realizar o 1º Festival de Pastéis, no Parque Municipal. No evento, que vai das 8h às 18h, cada unidade será vendida por R$ 2 a R$ 9. 

Mistura que dá certo

A ideia do empresário é mesclar a tradição do petisco, conhecido no Brasil inteiro, a pratos típicos do território mineiro. “Vamos resgatar sabores que fazem parte da nossa infância”, afirma. 

Outros ingredientes como umbigo de banana, ora-pro-nóbis, costelinha de porco, queijo com doce de leite e cogumelo também vão entrar nas panelas. Para quem quiser replicar em casa e manter a crocância por fora, a dica é economizar no óleo dos recheios refogados, que, por si só, são mais úmidos. 

“Adaptamos a receita do prato, servida num almoço, por exemplo, para virar recheio de pastel. Ao invés de refogar o quiabo, fazemos grelhado”, detalha, garantindo a textura fina e sequinha da massa. 

Todos os dias, cerca de 500 pastéis são vendidos na unidade da lanchonete na Afonso Pena. Aos domingos, quando a loja atende também os clientes da Feira Hippie, a fritadeira trabalha três vezes mais.

Sucesso consolidado

Velha conhecida dos moradores da Zona Sul da cidade, sobretudo do bairro de Lourdes, a Pastelaria Marília de Dirceu evita modificar as receitas e aposta mesmo é no que vem dando certo. 

Proprietária do estabelecimento ao lado de quatro irmãos, Andrea Bahia conta que os pastéis recheados de carne e queijo ainda são, passados 25 anos, os preferidos da clientela. 

O motivo? Os ingredientes. “Priorizamos insumos de primeira qualidade e a massa é a mesma desde a inauguração. Só leva farinha, água, óleo e sal. Nada mais”, justifica. 
Dentre as possibilidades, comercializadas em 20 gramas (mini-pastel, ideal para festas) ou 60 gramas, estão os de massa crocante (com queijo parmesão adicionado à mistura convencional da massa), carne com azeitona e espinafre com provolone. 

No rol dos tradicionais estão bacalhau, camarão, frango, frango com catupiry, palmito, napolitano, chocolate e goiabada com catupiry. 

Além disso:

Única pastelaria de BH a servir a receita em rodízio, o Rei do Pastel Gourmet (que não tem relação com o Rei do Pastel Savassi, na Avenida do Contorno) tem 19 opções de recheios, dentre eles velhos conhecidos, como carne e queijo, e o queridinho alho poró com catupiry. Com peso que varia de 80 a 100 gramas, o petisco pode ser degustado em três “pacotes” diferentes. Ouro, prata e bronze dão direito a 19, 15 e 5 variedades e custam R$ 29,90, R$ 20,90 e R$ 18,90, respectivamente. Em setembro, a lanchonete, que tem duas unidades, abrirá uma terceira loja com um “super cardápio”, adianta o proprietário, Humberto Ferreira. “Teremos várias porções criadas com massa de pastel. Até pastel com sorvete!”, revela.

“Cartão-postal” da capital paulista, o pastel de feira – que, ao que tudo indica, influenciou outras receitas Brasil afora – teria chegado ao território tupiniquim pelas mãos de portugueses ou chineses. Uma das versões associa a receita à região Ibérica, de onde vieram os colonizadores brasileiros. Diz a lenda que lá, desde a Idade Média, assavam-se massas recheadas. Outra história diz que o pastel seria uma variação do tradicional rolinho primavera dos chineses. Terceiro “ingrediente” responsável pela mistura que apreciamos hoje, os japoneses teriam sido responsáveis por adaptar o rolinho de carne de porco, dando origem ao quitute que consumimos hoje.


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